Sûrement






















Desde logo dos conselhos da Inrockuptibles.

Notas radiofónicas

Estes gajos estão a ficar melhores que os Bad Seeds.

É duro, mas vamos ter de discutir isto

Viva Chile

Reminder: greed is good


Uma pequena lição do velho Milton em tempos pouco famosos para Gordon Gekko.

What's going on


Depois de uma longa ausência, Marvin Gaye regressa à Terra na voz de Aloe Blacc com o desassossego de antigamente e a questão do momento.

Meteorologia


[...]



Li, mas certamente não percebi. Transcrevo com esperança que alguém ajude. A primeira parte é fácil: Pedro Lains acha injustificados os elogios ao acerto da previsão (e consequente posição política) isolada de Ferreira Leite sobre as grande "obras públicas".
A perplexidade veio depois quando li a fundamentação da frase de abertura: É que, segundo Lains, era fácil acertar (as palavras exactas: «se alguém disser, com o céu carregado de nuvens pretas, que vai chover, terá facilmente razão»). Ora, é confuso para o leitor modesto que Pedro Lains escreva isto quando, debaixo do mesmo exacto céu, falhou o penalty.

Mas, se a perplexidade já era grande, o que pensar do grand finale do post de Lains onde afirma que «Leite pode ser criticada pelas suas declarações sobre como a portuguesa funciona.» Então afinal estava errada ?

Não posso mesmo ter percebido, porque se a minha interpretação estivesse correcta, Lains teria percorrido o caminho para uma grosseira desonestidade intelectual deixando demasiadas pistas do logro à mostra, o que não é natural. Mas enfim... Quem sabe ? O que não falta por aí é arrojo. Como, por exemplo, os 51 magníficos que, debaixo de um céu negro e já molhados pelas primeiras pingas, se atreveram a apostar a sua credibilidade no vaticínio de que não iria chover.

Mad Men

Se abrisse agora um novo blog chamava-lhe Suction with Don Draper.

Insistência


A fernanda câncio responde a este post elogiando a minha vontade de discutir argumentos. Simplesmente não devolve igual boa vontade. Creio que a fernanda câncio concordará que dizer que a minha argumentação acerta na água é curto.

E por isso eu insisto: o que é que está errado neste texto ? Porque é que, apesar do que escrevi, devemos considerar que José António Cerejo cometeu um falha deontológica ?

P.S.: Numa coisa fernanda câncio tem razão: linkei o post errado. Queria referir-me a este. Está agora corrigido.

Impaciências deontológicas

Neste Agosto as temperaturas subiram e reacendeu-se e a indignação de fernanda câncio com a falta de ética dos jornalistas.
Desta vez é José António Cerejo o acusado de violar o Código Deontológico por (segundo fernanda câncio) escrever sobre matéria em que tem um interesse.
Que suposto interesse será esse que deveria motivar a abstenção de Cerejo ? O seu estatuto de assistente no processo judicial objecto das notícias sobre o processo Freeport.

Ironicamente, o raciocínio de fernanda câncio revela uma óbvia incompreensão da questão deontológica que levanta. A preocupação do código deontológico é a de evitar que os jornalistas actuem no plano profissional sempre que a sua imparcialidade e isenção possa ser afectada por um interesse pessoal.
É, porém, evidente (como a própria fernanda câncio reconhece quando critica Cerejo por desvirtuar o estatuto de assistente) que o interesse do jornalista no processo Freeport é meramente profissional. O que interessa a Cerejo é aceder a informação (já não protegida por segredo de justiça, sublinhe-se) para a divulgar através do jornal onde trabalha. É-lhe irrelevante o desfecho do processo.

Nesse sentido Cerejo não tem um interesse pessoal e directo no desfecho do processo que seja deontologicamente impeditivo. O que está vedado aos jornalistas é escrever sobre matérias em que possam esperar um ganho ou uma perda, em que possam sofrer ou exultar com as voltas e contravoltas da matéria noticiosa, porque são essas situações que os podem tornar parciais, que podem comprometer o seu interesse profissional em relatar factos (tão próximos quanto possível) da verdade. Não é manifestamente o caso de Cerejo.
Por isso, a questão pertinente a debater não é a que motiva indignações deontológicas a fernanda câncio, mas sim outra que não justifica tanta paixão: faz sentido que o Código de Processo Penal permita que pessoas sem um interesse pessoal e directo no (resultado do) processo se constituam assistentes ? A letra da actual versão do Código de Processo Penal não coloca restrições, mas deverá continuar a ser assim ?

Companhia das Índias


A música pop feita em Portugal melhorou muito desde os inenarráveis anos 80. Mas quando é para partir a loiça acabamos sempre por voltar aos Pop Dell'Arte.


[Ritual Transdisco, Contra Mundum, 2010]

Para a história nacional da obscenidade

José António Cerejo está pacientemente e sobriamente a descascar o processo Freeport, que deixou de estar em segredo de justiça desde o passado dia 27. São demasiados indícios uns ae trás dos outros que apontavam para a utilidade em ouvir e investigar aquele que foi o responsável político máximo pela autorização do Freeport, para que alguns detalhes duvidosos do processo de licenciamento pudessem ser esclarecidos. Isso não foi possível e, sabemos hoje, Pinto Monteiro mentiu quando disse que os procuradores tiveram todas as condições para fazer a diligência e Cândida Almeida mentiu quando disse que a diligência em causa seria inútil pois não acrescentaria nada. E há para aí muita coluna de opinião a precisar de ser reescrita pelos seus autores.

Para a história nacional da obscenidade

Os Procuradores quiseram ouvir Sócrates. E tinha sido relevante ouvir Sócrates. Mas não lhes deixaram.

Golpe de Estado

Mais um projecto de revisão constitucional que aspira ao desmantelamento do Estado Social.